terça-feira, 11 de setembro de 2012

É chegada a hora...


Dedico esse texto a minha querida Clara Matos. Ela que iluminou minha vida e é uma das minhas fontes inesgotáveis de amor...
 
Vai. Repito, vai. Esquece um pouco, só um pouco, pode ser? ...

Hum, sei. É, é difícil, eu sei. Mas uma hora chega, ok? Uma hora é preciso dizer chega. Chega de drama, de medo, de historinha e de chorumela...

Uma hora é preciso ter a coragem de assumir certas dores e resolve-las. Acabar logo com isso. Coloca numa caixa (de maneira organizada, não vale socar tudo) e vai...Ei, peraí! Para tudo. Ou seguindo o raciocínio Mitsu 3.5: esquerda, esquerda, esquerda...Voooolta tudo.

Cadê a paciência? Cadê a calma?Cadê o tempo que cura tudo? Ok, em primeiro lugar a pessoa que disse que o tempo cura tudo cometeu um sério equivoco em propagar essa teoria pelo universo. O tempo não cura porra nenhuma! “O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções...”

Quem cura nossas dores somos nós e não o tempo.  E para aqueles que esperam suas dores passarem para se permitirem viver uma nova historia de amor podem ir parando de se sabotarem. Algumas dores ficam com a gente e não podemos nos livrar dela. E isso é sério. Mas calma, antes que os angustiados se desesperem eles poderiam respirar fundo e pensar que não há nada melhor que um novo amor para se esquecer das velhas feridas e conseguir mais uma ou duas mágoas novinhas em folha para dar conta (me perdoem o toque de realidade).

Com o tempo poderíamos perceber que aquelas dores que insistem em não irem embora são nossos limites, até onde estamos dispostos a ir pelo outro.  Como saber se aquela dor vai passar ou vai virar um limite? Não sei, afinal cada um tem o seu processo e sua maneira de reagir e agir, uma hora se descobre, paciência. O que não dá é ficar parado. Parar e esperar que o tempo venha resolver os seus problemas, e problema é que nem Matheus, quem pariu o seu que balance. Nesse caso, que resolva o seu. O seu problema. Não fuja do assunto...melhor, do problema.

Seria válido se lembrar que o amor renasce quando assim queremos. Em todo encontro de corpos há uma possibilidade. Uma possibilidade de qualquer coisa. Não importa qual. Cada indivíduo vem despertar algo na gente, deixa aflorar certas demandas. Basta ter a sensibilidade de sentir as centelhas. Sexo é encontro de corpos e em qualquer encontro de corpos existe uma partícula, um átomo de amor. Nós é que escolhemos cultivá-lo ou não...Será que é tão consciente assim? Aos que responderam “não, o amor não se escolhe ele acontece...” seria prudente repensar isso. Amor se escolhe sim. Nós que escolhemos nos permitir ou não...

Então, vai... Não tem placa, não tem mapa, não tem GPS, não tem manual de instrução, não tem direção... ah, você ainda não entendeu e está preocupado em saber qual caminho seguir. “Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”. Vai, sai da concha siga a direita, vai mais pra frente, esquerda, esquerda, esquerda e vooolta tudo, e agora? É logo ali,ó, um pouco antes do além dos aléns...

domingo, 9 de setembro de 2012

Amor X Ódio



Amor…

palavras professadas
carinho, comunhão…
Nossos corpos entrelaçavam-se
numa melodia em comum
extasiados estávamos…

Palavras meigas, compreensão
minhas filosofias, seu deleite,
minha arte, sua admiração,
invencíveis éramos...

cada conquista comemorada
incentivos mútuos trocados,
planos arquitetados
eu e você, arroz com feijão…

O contato faiscava…
calor, cheiro, beijo, 
gosto que fascinava, 
cada pedaço da alma amado…

Um amor prestante e incansável
de madrugada varada…
enluarada janela...
acobertados estávamos...

minhas intempéries… sua paciência
suas grosserias...meu desalento
distancias...desentendimentos
minha dor...seu desapego...

Agora, só ressentimento...
acabou, surpresa se fez
alegria se esvaiu pelo ralo
só vazio inunda a alma…

Abandono…
barco à deriva..
à procura de um porto seguro...
apenas indagações...
ecoando neste rio turvo da mente
porquê? porquê?

A frieza é como um muro
se interpôs entre nós
me tornei uma estranha
te tornastes inalcançável...
a dor do peito dilacera
a superação vem a passos lentos

A ferida está aberta…
sangra, no coração multilado…
como estancar? 
me pergunto a cada dia...

Vestido estás
com a carapuça do esquecimento
e este manto do egoísmo
deixou um rastro podre de lama:

descrença,
desesperança,
desamor

Ódio…