domingo, 9 de setembro de 2012

Amor X Ódio



Amor…

palavras professadas
carinho, comunhão…
Nossos corpos entrelaçavam-se
numa melodia em comum
extasiados estávamos…

Palavras meigas, compreensão
minhas filosofias, seu deleite,
minha arte, sua admiração,
invencíveis éramos...

cada conquista comemorada
incentivos mútuos trocados,
planos arquitetados
eu e você, arroz com feijão…

O contato faiscava…
calor, cheiro, beijo, 
gosto que fascinava, 
cada pedaço da alma amado…

Um amor prestante e incansável
de madrugada varada…
enluarada janela...
acobertados estávamos...

minhas intempéries… sua paciência
suas grosserias...meu desalento
distancias...desentendimentos
minha dor...seu desapego...

Agora, só ressentimento...
acabou, surpresa se fez
alegria se esvaiu pelo ralo
só vazio inunda a alma…

Abandono…
barco à deriva..
à procura de um porto seguro...
apenas indagações...
ecoando neste rio turvo da mente
porquê? porquê?

A frieza é como um muro
se interpôs entre nós
me tornei uma estranha
te tornastes inalcançável...
a dor do peito dilacera
a superação vem a passos lentos

A ferida está aberta…
sangra, no coração multilado…
como estancar? 
me pergunto a cada dia...

Vestido estás
com a carapuça do esquecimento
e este manto do egoísmo
deixou um rastro podre de lama:

descrença,
desesperança,
desamor

Ódio…



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